Com os pés em março…

Dizem que março é quando o ano começa “para valer”. Meu convite aqui é que a gente possa pensar sobre o que significa “para valer” para cada um de nós. Para alguns talvez seja “tempo de correr”,  de “ir atrás”, de “fazer acontecer”. Ir atrás do que mesmo? Você sabe o que quer? Para onde vai? São algumas reflexões que podem nos ajudar a encontrar sentido no que estamos fazendo, ou nos mostrar que estamos perdidos de nós mesmos e...

Seu filho/filha deveria ser exatamente como você gostaria que fosse?

De uma maneira geral, o amor pelos filhos é um dos mais intensos… Porém, muitas vezes não percebemos, mas criamos expectativas altíssimas… na ideia de desafiar e tirar o melhor de nossos pequenos, podemos colocar tanta pressão sobre eles e tornar uma relação com condições: “Só vou te amar se… for como eu quero, ou não for desta forma, ou se fizer tal coisa, ou…” É bom lembrar que as crianças não são uma extensão da mãe ou do pai....

SE CONHECER…descascando a cebola

Já faz algum tempo que acompanho os áudios do Professor Jonas Masetti sobre os estudos de Vedanta (quem quiser saber mais pode acessar www.jonasmasetti.com.br). Enquanto escuto, vou fazendo conexões com meus estudos sobre as Terapias Comportamentais Contextuais e nesse início de ano senti vontade de compartilhar algumas ideias do Professor e minhas conexões. Iniciando com o tema do momento, que no meu entendimento são mudanças inevitáveis, 2023 parece ser o ano das descobertas e revelações, aproveito para fazer um convite...

ACT: evitação experiencial e aceitação

A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) é uma abordagem de compreensão do funcionamento humano e intervenção psicológica. O objetivo central das intervenções propostas pela abordagem é gerar flexibilidade psicológica a partir da aplicação de processos de aceitação e mudança de comportamento. O modelo de adoecimento psíquico é explicado por meio da inflexibilidade psicológica, que é compreendido por seis processos: evitação experiencial, fusão cognitiva, atenção inflexível, apego a um eu conceitualizado, falta de contato com os valores e inatividade, impulsividade...

Qual direção você escolhe seguir na sua vida?

Por muito tempo, percebi-me desconectada das coisas que eram importantes para mim, para ser específica desde os meus 13 anos não me sentia próxima das coisas que faziam sentido em minha vida. Algumas experiências vivenciadas na minha infância e adolescência geraram em mim insegurança, medo, incapacidade e incerteza de quem eu realmente era. Por momentos eu me sentia capaz e por outros momentos eu era pega por pensamentos de incapacidade, derrota e incerteza. E tudo bem se deparar com esses...

Escolhas para ela

Fazer escolhas. Saber o que é melhor para mim. O que é mais importante. São exercícios que vamos fazendo ao longo da vida. Escolher é desafiador porque quando escolhemos um caminho, deixamos um outro. Também porque quando escolhemos um caminho podemos frustrar a nossa expectativa e a de alguém que amamos. Enquanto adulta que sou, fui experimentando diferentes desafios ao longo do percurso de fazer escolhas.  Agora como mãe, escolher tomou outra perspectiva, ainda mais intensa. Escolher para ela, escolher...

Olhando para as experiências difíceis que emergem no final do ano

Então é Natal, e o que você fez?    Brincadeiras à parte, só para citar aquela musiquinha famosa dessa época, à medida que nos aproximamos do final do ano começamos a refletir sobre o ano que passou. Esse processo é muito particular e pode ser que você experimente um misto de emoções diferentes, alegria por vivências valiosas, tristeza pelas perdas que teve ou por objetivos que não foram alcançados e assim por diante.  Como você lida com essas experiências? Você...

A AUTOCOMPAIXÃO E AUTOCUIDADO EM RELACIONAMENTOS ROMÂNTICOS

  No contexto em que vivemos ainda paira no ar a velha ideia de que a pessoa só será feliz se tiver um relacionamento, ou pior, um relacionamento feliz. Sabemos que o que existe são relações de parceria, afeto, discussões, diferenças e sim, momentos felizes. Um aspecto essencial é saber que a outra pessoa não é responsável pela nossa felicidade, não se pode depender de outro para estar bem na vida. Diante disso, a Terapia Comportamental Integrativa de Casal (IBCT)...

Suco de Uva

    Recentemente acompanhei um familiar próximo num procedimento cirúrgico e suas complicações, resultando em 12 dias de UTI e 15 ao total de internação hospitalar. Foi um processo difícil, sofrido e segue tendo consequências como tal. Mas acima de tudo me fez refletir sobre o que realmente é importante e valoroso nessa vida, sobre como reagimos quando estamos vulneráveis e o quanto o contexto influencia nessas situações. Falar do contextualismo funcional é falar das terapias comportamentais contextuais, entendendo que...

Participar sem planejar

Uma das características técnicas da Terapia Comportamental Dialética Radicalmente Aberta (Radically Open Dialectical Behavior Therapy – agora tente ler isso em voz alta três vezes! Ufa!! – RODBT) é ser uma psicoterapia, ironicamente, relativamente rígida na sua estrutura. Trata-se de um protocolo de trinta sessões de terapia individual e trinta reuniões de treino de habilidades. Essa organização ajuda muito na adesão pela população alvo dessa abordagem, aquela com características de sobrecontrole (Overcontrol – OC). Essas pessoas, imprecisamente sobreposta no DSM...