​​​​Pressupostos da DBT

 

Hoje pela manhã discutíamos em equipe de psicoterapeutas sobre os pressupostos da Terapia Comportamental

Dialética, algo que fazemos semanalmente.

– “O paciente está fazendo o melhor que ele pode, e ainda assim pode fazer mais”, foi uma das falas que surgiu.

– “Querer versus precisar”, complementou uma colega.

– “Escolha o seu difícil”, foi a próxima.

 Até que um colega levantou o ponto de vista diferente:

– “Muitas vezes não estamos de fato fazendo o nosso melhor, sabemos que podemos fazer muito melhor e mesmo assim não o fazemos”.

– “Ai, que duro isso!”, verbalizou outra colega.

Outra pessoa alegou então que a partir do momento em que temos a consciência de que não estamos fazendo nosso melhor, o contexto já se modificou.

 Neste sentido, uma das colegas compartilhou que quando ela toma consciência de que não quer fazer melhor, de que não quer fazer mais, de não está a fim, ou de que não gosta, a voz da ruminação e da cobrança se calam e ela fica mais calma.

Esta última fala me tocou diferente, num convite a olhar com mais cuidado, com maior consciência para a minha lista dos “deverias” e quem sabe permitir reconhecer para mim mesma o que eu deveria e vou me dispor e o que eu deveria e não quero, e, portanto, vou me libertar. A consciência liberta.

Autor: Martha Ludwig

Sobre o Autor
Martha Wallig Brusius Ludwig
Martha Wallig Brusius Ludwig CRP 07/13821 Psicóloga pela PUCRS (2005). Psicoterapeuta, docente e supervisora clínica em nível de Graduação e Pós-Graduação. Tem se dedicado ao desenvolvimento de habilidades técnicas, intra e interpessoais de profissionais da saúde. Mestre e Doutora pela PUCRS, com estágio na University of Maryland Baltimore County com Carlo DiClemente. Realizou Treinamento e... ver mais

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