O que te conecta?

Eu não sabia o que escrever para o blog de hoje, não tinha nenhuma ideia em mente. Então dei início ao meu processo criativo de assistir alguns clipes de músicas e filmes que eu gosto muito. Percebi que essa é uma rotina bem frequente antes de escrever para o Blog. Esse processo me ajuda a me conectar mais com a minha emoção e, como consequência, com o meu processo criativo.

O que te conecta?

E é curioso como, quando eu permito me conectar, tantas coisas aparecem na minha experiência. Lembro de muitas pessoas que eu amei, muitas experiências que eu vivi e muitas perdas que eu sofri. É como se aparecesse um combo de emoções, da alegria à tristeza, todas perpassadas pelo amor.

Eu lembro do meu cachorrinho que morreu de forma trágica, lembro de ver o seu corpo, de gritar de desespero. Eu me lembro de estar na Disney com as minhas amigas escutando a música “os segundos” e chorando com elas porque tinha sido uma das melhores experiências da minha vida. Eu lembro de muitas ocasiões em que eu ficava segurando a mão do meu avô e fazendo carinho nela.

O que te conecta?

Quantas lembranças surgem. Eu lembro das minhas grandes amigas que moraram comigo durante um ano da minha vida e que eu não vejo há muitos anos e sinto saudades todos os dias. Lembro da emoção ao cruzar a linha de chegada quando fiz minha primeira meia maratona. São tantas coisas…

O que te conecta?

Eu lembro de tempos tão felizes que não podem mais voltar. Lembro de planos que eu tenho para o futuro que me empolgam, outros que me assustam. E essa conexão não ocorre só em relação às lembranças ou aos planejamentos futuros, sinto-me mais conectada com o momento presente, em que estou escrevendo esse texto. É claro que se conectar tem um preço, a gente se permite sentir as coisas mais felizes, mas também as mais difíceis.

O que te conecta?

Se eu pudesse voltar no tempo e escolher novamente, eu faria as mesmas escolhas todas as vezes. Porque foi essa vida que eu vivi que me permitiu estar aqui hoje, ser quem eu sou. Eu sou o composto dessas experiências, das minhas dores, das minhas cicatrizes, das minhas alegrias, dos meus amores. E ao mesmo tempo eu sou muito mais do que isso. Porque tudo isso passa e eu sigo aqui. E mesmo seguindo aqui tenho a possibilidade de me conectar com a minha história, com o meu presente e com o meu futuro.

Steven Hayes, um dos criadores da Terapia de Aceitação e Compromisso (1999), diz “nós sofremos onde nos importamos, e nos importamos onde sofremos”, o amor e a dor são duas faces de uma mesma moeda. Abrir mão de um, também é abrir mão do outro. E eu não abriria mão disso, porque faz a minha vida ter essa vitalidade, ser colorida e ser bem VIVIDA no sentido mais amplo da palavra. Então eu finalizo esse texto com essa pergunta para você, caro leitor: o que te conecta?

Compartilhe

Sobre o Autor
Mariana Sanseverino Dillenburg
Mariana Sanseverino Dillenburg - CRP 07/27708 Psicóloga graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestranda no Grupo de Pesquisa Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitiva Comportamental (GAAPCC) coordenado pela professora Margareth da Silva Oliveira na PUCRS. Especialização em andamento em Terapias Comportamentais Contextuais pelo CEFI/CIPCO. P... ver mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.