Reflexões Dialéticas

Os relacionamentos nem sempre são como gostaríamos que fossem. Fazemos planos, idealizamos projetos, queremos apoio e aprovação dos outros. E eu em particular (acho que não sou só eu na verdade…) gostaria que as pessoas que amo também se amassem entre si. Seria tudo tão lindo!

 

Sei que a vida não é assim… convivo com pessoas que não amo e, também, com quem não gosto tanto, faz parte!

Gostaria que as minhas amigas tivessem o parceiro ideal, que na minha família todos se gostassem sem restrições, sei que isto não acontece integralmente….

 

Muitas vezes, me vejo na saia justa em aceitar ou recusar um convite, um pedido… porque quero agradar a todos, mesmo sabendo que nem sempre isto é possível e mesmo assim me vejo angustiada, quebrando a cabeça para tentar uma solução mesmo quando não existe solução.

 

O que eu posso fazer neste momento?

 

Aceitar que a vida é assim mesmo às vezes é uma opção. E então, fico com a frustração.

 

Outras vezes tento “mexer os pauzinhos” para ver se a situação melhora. Converso com um de um lado e de outro, para que possam entender os diferentes pontos de vista. E quase sempre que isto acontece com os mais íntimos e mais próximos, me vejo defendendo um e outro lado. Não sei se posso ficar de um lado ou de outro, não sei se devo tomar um partido. O que eu queria mesmo é que as partes também pudessem olhar para o meu lado inclusive. O lado de quem está no meio das coisas e querendo que tudo fosse diferente. Ao mesmo tempo que olhar para os fatos da mesma situação de um lado e de outro me dá uma perspectiva dialética e vendo os dois lados como verdade, quero que os envolvidos também vejam isto e possam fazer diferente. Fazer um movimento em relação a mim.

 

Sei que peço algo difícil, meu pensamento grita: “Olhem para mim no meio desta discórdia!”, ao invés de só olhar para as suas próprias verdades. Me sinto meio egoísta pedindo isto, que abram mão dos seus sentimentos, do que pensam e de suas vontade para me satisfaçam. E ao mesmo tempo quero que façam isto! Entendo que a vida é melhor com cada um cede um pouco!

 

Acho que uma das minhas verdades é que eu não me sinto importante o suficiente quando pessoas que eu amo não conseguem compartilhar a vida junto comigo, no mesmo tempo e espaço. Me vejo tendo que ter momentos com um ou com outro em separado, para satisfazer ora um ora outro, e assim eu não me satisfaço, pois queria todos juntos!

 

Volto então a pensar e perguntar:  ” O que é importante para mim?”

“O que é importante para o lado A?”

“O que é importante para o lado B?”

E cada um vive com as alegrias e as frustrações das suas próprias escolhas…. Dentro de mim, busco a resposta de mente sábia, um caminho do meio entre a razão e a emoção ….

 

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Sobre o Autor
Rafaela Teló Klaus

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