Prioridades… por onde começar?

Quando eu estava pensando sobre o que eu gostaria de falar essa semana, me veio à cabeça um dilema que eu tenho enfrentado mais atualmente: como dar conta de várias atividades ao mesmo tempo? A escrita desse texto foi uma dessas atividades, era uma tarefa que eu precisava fazer, ao mesmo tempo também tinha que terminar de preparar uma apresentação para hoje, terminar outros documentos que estamos preparando em equipe, atender e ahhhhhhh… Como lidar com isso?

Umas das coisas que tem me ajudado é buscar ser mais descritiva: quais são as atividades que eu preciso fazer, qual o prazo de cada uma, quais são as etapas de cada atividade, quanto tempo eu tenho disponível hoje para fazer alguma(s) dessa(s) atividade(s)? Os julgamentos que a nossa mente produz tendem a ser mais vagos e catastróficos, a minha mente diz “tenho muita coisa pra fazer”, “não vai dar tempo”, “não sei fazer”, entre outros. Por isso, ser mais descritivo pode nos ajudar a se distanciar um pouco desses julgamentos e tomar mais perspectiva do que realmente está acontecendo.

Isso nos leva às duas próximas habilidades que eu tenho tentado praticar: focar no momento presente e escolher. Ao descrever nossas atividades e as contingências (quanto tempo teremos no dia para trabalhar nisso, por exemplo), podemos escolher: o que é mais importante fazer primeiro? Ou, o que é mais importante fazer hoje? Podemos até fazer uma lista com a hierarquia das atividades que temos para fazer. E enquanto estamos fazendo a atividade, precisamos ter foco no momento presente. Para fazer isso, as habilidades de mindfulness para treinar nossa atenção e voltar para o momento presente quando nos distrairmos e fazer uma coisa de cada vez são importantes. Porque o fato é: vamos nos distrair! Faz parte, a questão é poder notar quando nos distrairmos e escolher voltar nossa atenção para o momento presente se for importante. E fazer uma coisa de cada vez: se estou estudando, vou só estudar. Aí as nossas mentes por vezes nos atrapalham também, a minha pelo menos fica me dizendo às vezes quando eu estou estudando: “tenho muita coisa pra fazer”, “não posso esquecer de terminar aquele trabalho”, “o que que será que tem pra comer?”. Se eu me grudo nestes pensamentos, acabo desfocando do que estou fazendo, portanto, reconhecer a presença desses pensamentos e seguir fazendo o que é importante pode ser mais efetivo.

Por último, mas também super importante, é exercer a autocompaixão ao longo desse processo. Se estamos fazendo as coisas que precisamos e ainda ficamos nos cobrando de que não está bom o suficiente, ou que poderíamos estar fazendo melhor, ou que ainda tem muitas coisas para fazer, isso não vai nos ajudar. Podemos até concluir o que precisamos, mas isso não será prazeroso porque terá a sensação de que não foi bom o suficiente. Por isso adotar uma postura mais acolhedora e amorosa consigo mesmo pode ajudar a acolher esses julgamentos de forma mais compassiva e menos punitiva. Aqui é lembrar-se que: estou fazendo o melhor que posso, está tudo bem se sentir assim e faz sentido que esses julgamentos apareçam porque são coisas importantes para mim, ao mesmo tempo são só julgamentos (pensamentos) e não verdades sobre mim.

Enfim, quis apresentar aqui um combo de habilidades que tem me ajudado a realizar as atividades de trabalho, espero que tenha sido útil e até o próximo texto!

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Sobre o Autor
Mariana Sanseverino Dillenburg
Mariana Sanseverino Dillenburg
Mariana Sanseverino Dillenburg - CRP 07/27708 Psicóloga graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestranda no Grupo de Pesquisa Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitiva Comportamental (GAAPCC) coordenado pela professora Margareth da Silva Oliveira na PUCRS. Especialização em andamento em Terapias Comportamentais Contextuais pelo CEFI/CIPCO. P... ver mais

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