Espaço para as Emoções

As emoções tem funções importantes no nosso cotidiano. Elas nos auxiliam na comunicação com os outros, motivam o nosso comportamento e nos informam sobre nós mesmos. Podemos pensar na tristeza, uma emoção que todos já sentimos. Ela pode nos visitar quando objetivos não são alcançados ou quando perdemos alguém. Ela nos auxilia a manter a atenção ao que valorizamos, buscando alcançar nossas metas e comunicar que precisamos de ajuda.

Até aí, perfeito. Sabemos que as emoções existem e para que elas servem. Mas será que damos espaço para conhecê-las no nosso dia-a-dia e conhecer como elas acontecem nas experiências que vivemos?

Ao longo da nossa vida, criamos barreiras que nos distanciam das informações valiosas de nossas emoções. Podemos estar aliançados com a ideia que é possível controlar todas as emoções apenas com a nossa motivação e determinação. Ou mesmo julgar um sentimento como algo que não deveria ser sentido.

Existe uma reação muito comum: quando identificamos o surgimento de uma emoção desagradável, podemos pensar que ela é ruim e destrutiva. Que senti-la é estar fora do controle. Ou ainda pensar: ‘serei fraco se alguém perceber’.

Para nos ajudar a questionar essas crenças sobre as emoções, levar nossa atenção para o ambiente e observar os fatos que estão ocorrendo, um passo importante é avaliar quais destes pensamentos fazem sentido para a experiência e quais podemos abandonar. Perceberemos o que nossa emoção está informando, observando-a de uma forma curiosa.

Assim, conseguimos diminuir a nossa mente falante e julgadora e chegamos na atenção às nossas emoções. Um contato mais próximo, um lugar de sentir.

Voltando à emoção de tristeza, como conseguimos perceber a sua presença? Baixa energia, desmotivação e desinteresse em conversar podem ser alguns indicativos.

Ainda assim, não esqueçamos que existem emoções agradáveis! Como é para você sentir o amor? Você lembra um momento de se permitir conectar  a essa emoção, ver o que ela está dizendo a cada momento? Parece algo tão falado por aí. Sabemos que o amor existe. Achamos ele bonito. Mas como é esse amor no seu corpo? Segui-lo é útil para você?

O amor pode ser sentido quando uma pessoa faz algo que admiramos. Quando compartilhamos uma experiência especial com alguém. O amor nos faz sentir seguros, confiantes e alegres. Ou mesmo calmos, relaxados e tranquilos. Também percebemos amor quando surge o desejo de estar próximo física e emocionalmente de alguém.

Estar plenamente atento a situações – tanto quando estamos bem quanto quando estamos desconfortáveis – auxilia no autoconhecimento sobre os nossos valores e na regulação das emoções.

Experimente, permita a vida com todas elas.

 

Linehan, M. M. (2018). Treinamento de habilidades em DBT: manual de terapia comportamental dialética para o paciente. Artmed Editora.

Compartilhe

Sobre o Autor
Ana Paula Domeneghini
Ana Paula Domeneghini
Psicóloga (PUCRS - CRP 07/23571). Especialização em andamento em Terapias Comportamentais Contextuais Baseadas em Processos (CEFI). Especialista em Terapia Sistêmica Individual, Conjugal e Familiar (CEFI). Atua como psicóloga clínica com atendimento individual, familiar e conjugal. Membro da Equipe CEFI Contextus. ver mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *