Como na natação, para e respira!

Você já se sentiu em meio ao caos? Muitas coisas acontecendo, prazos para cumprir, a sensação de que você está deixando a desejar em todas as áreas da sua vida, “não estou sendo boa terapeuta”, “não estou sendo boa filha”, “não estou sendo boa namorada” e por aí vai? Talvez a sua experiência nesse momento seja diferente porque somos seres diferentes, logo, experimentamos as coisas de jeitos diferentes. Entretanto, a maioria de nós consegue se identificar com esses momentos de grande estresse quando sentimos que vamos perder o controle.

 

Você se sente se afogando, próxima do ponto de quebra e então…

 

PARE! Não se mexa, não reaja a nenhum impulso! Pare e observe: onde você está? O que você está fazendo? O que você está sentindo?

 

Esses momentos de alto estresse muitas vezes nos convidam a entrar num modo automático, reagindo ao que aparece sem pensar muito sobre isso. Temos a sensação de que, se não fizermos dessa forma, não daremos conta de todas as atividades. O problema com isso é que, se só agirmos no modo automático, perdemos a consciência sobre nós mesmo, não estamos atentos ao que acontece conosco, ao que precisamos. Ficar preso nesse modo pode resultar em não atendermos algumas de nossas necessidades porque nem percebemos que elas estão ali.

 

Ao mesmo tempo, a sua mente talvez esteja falando nesse momento: “você não tem tempo pra isso, tem que tocar em frente, senão não vai dar conta”. Pare só um momento e perceba esse ou outro pensamento que apareceu. Você não precisa reagir a ele. Pode notá-lo e ainda assim escolher fazer uma pausa agora e apenas respirar profundamente: percebendo o ar entrando em seu corpo, enchendo seus pulmões e depois exalando o ar e notando o movimento que o corpo faz nesse processo. Pronto: nesse momento você se reconectou!

 

“Mas eu sigo estressada!”. Naturalmente, não estou ensinando nenhum antídoto anti-estresse, simplesmente uma forma de voltar para o momento presente, se conectar consigo mesmo e com suas necessidades para depois voltar às suas atividades. Imagine a seguinte cena: você vai nadar (caso você não saiba nadar, imagine cenas que você já assistiu de pessoas nadando), às vezes você terá um percurso mais curto, outras vezes um percurso mais longo para percorrer. Se você vai fazer um nado de crawl, você precisa levantar a cabeça em alguns momentos para respirar. Caso você não faça isso, você não vai conseguir terminar o percurso e pode acabar se afogando. Você precisa tirar a cabeça da água e respirar para conseguir seguir adiante. Inclusive, às vezes você pode sentir que forçou muito seus músculos e começa a sentir câimbra, então você precisará parar um pouco e boiar para se recuperar.

 

Podemos pensar nesses momentos de alto estresse como esse percurso de natação. Respirar já é uma necessidade básica e, nesses momentos, podemos usá-la ao nosso favor, pois ela pode ser uma âncora para fazer uma pausa e notar como estamos e qual a nossa necessidade. Convido você a fazer esse experimento a próxima vez que se sentir estressado e, se quiser, me conta nos comentários como você se sentiu. Até o próximo texto!

 

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Sobre o Autor
Mariana Sanseverino Dillenburg
Mariana Sanseverino Dillenburg - CRP 07/27708 Psicóloga graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestranda no Grupo de Pesquisa Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitiva Comportamental (GAAPCC) coordenado pela professora Margareth da Silva Oliveira na PUCRS. Especialização em andamento em Terapias Comportamentais Contextuais pelo CEFI/CIPCO. P... ver mais

2 comentários em “Como na natação, para e respira!”

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